
Cancún é o principal destino turístico do
México. O balneário de hotéis luxuosos diante de um mar azul-turquesa fica na Península de Yucatán, a duas horas de vôo da capital, Cidade do México, e atrai multidões de norte-americanos sobretudo de novembro a março, a alta temporada.
De abril a junho os preços baixam, enquanto sobem a temperatura e a umidade do clima tropical. Em julho, volta a ser temporada de férias e de calor para turistas do hemisfério sul fugindo do inverno. Depois de agosto e até outubro, instala-se a temporada dos
furacões.
Mar agitado e sítios arqueológicosO mar nem sempre está para banhistas em Cancún. Se nadar e
mergulhar de snorkel são programas básicos das férias escolhidas, em especial para famílias com crianças, então é melhor optar pelos hotéis próximos às praias da Bahía de Mujeres, como Tortugas e Langosta.
A prática de esportes aquáticos (jet ski, parasail, caiaque) também ocupa as
imensas lagoas que desenham a cidade dividida em El Centro e Zona Hotelera. E a adrenalina de nadar com
golfinhos ou mergulhar desde cinco metros de altura avança até os grandes parques aquáticos distantes do balneário, como Xcaret, Xel-Há e Garrafón, este na vizinha Isla Mujeres.

Além da vida noturna mais animada do país, duas qualidades somam pontos para Cancún na comparação com destinos em que o forte é o relax na praia em verão prolongado: a proximidade de sítios arqueológicos importantes e a
gastronomia mexicana.
Os maias, deixaram obras monumentais na arquitetura e na astronomia. A cultura floresceu em Yucatán dos anos 100 ao 1000 da era cristã. A cidade de Chichén Itzá teria sido abandonada no século 13. Descobertas por europeus no século 19, as
ruínas chegam a receber cerca de 90 mil visitantes por mês, graças ao fascínio exercido por construções como a pirâmide El Castillo, o Templo de los Guerreros e o observatório El Caracol.
Genial e duradoura, a engenharia ancestral concebeu efeitos especiais de som e de luz, ainda comprováveis. Chichén Itzá é um passeio obrigatório.
Milho, feijão, pimenta, chocolateDe sabores intensos, erguida sobre o poder do milho, do feijão e do chile (fruto da pimenta), a comida mexicana tem fãs no mundo inteiro. O México continua sendo o melhor lugar para conhecê-la.
O chocolate, por exemplo,
"bebida dos deuses", enobrece o mole a Poblana, na companhia de frango, pimentão, tomate, nozes, cravo, alho e pimenta. Desde cedo no dia aprende-se a diferenciar salsa (molho mais líquido) de mole (tipo de creme), já que o
café da manhã pode incluir um picante molho de tomate sobre huevos (ovos) rancheros.
As raízes indígenas estão por toda a parte, da barbacoa (carne preparada em buraco na terra, por vezes envolta em folhas de bananeira) ao
picadinho de cacto.
Em Cancún, a cozinha regional tem seus melhores restaurantes localizados em
El Centro. Pratos rápidos como tacos dorados, gorditas, quesadillas, burritos e panuchos estão por toda a parte. Cuidado com os
temperos: a Península de Yucatán ganhou fama pela potência de seu chili habanero. Quando a sede apertar, as típicas aguas frescas servem de amparo, emsabores como tamarindo ou hibisco.
Mesmo que Cancún seja um pólo turístico modelado ao gosto dos fregueses do exterior, com seus
campos de golfe, parques aquáticos e pistas de dança hi-tech, ela integra uma cultura latina bastante complexa, rica em tradições e religiosidade. Há ilhas no Caribe onde o visitante nunca sabe direito se está num posto avançado da Holanda, da França ou dos Estados Unidos.
Fonte: UOL Viagem